Batizada Chastity (Castidade) e gerada quando Cher fazia uma bissexual num filme dos anos 1960, parece que o destino reservou uma trajetória sui generis para a garota, que, diz, sempre se sentiu um garoto.
Chaz nasceu sob os holofotes, filha única da dupla pop Sonny & Cher. Arriscou-se como cantora, mas foi como ativista lésbica e diretora do GLAAD (associação contra a difamação de gays e lésbicas na mídia) que começou a ter vida pública própria. Nessa época, de cabelos longos e maquiagem leve, tinha aparência feminina.
Agora Chaz tenta equilibrar efeitos colaterais diversos: os do tratamento hormonal, da consciência ativista, da sinceridade radical e da coragem de se expor. Ele (vou começar a usar o masculino) foi convidado por TVs para documentar sua transição, mas quer pensar sobre o assunto. Só fará se for algo educativo, para explicar coisas como identidade de gênero e redesignação sexual. Por outro lado, disse que precisa de privacidade nesse momento e não dá entrevistas sobre o assunto.
É uma sinuca de bico. Entre prestar serviço de esclarecimento e preservar a intimidade, a evasão de privacidade parece inevitável.
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ainda Chastity, com Mommy Cher...
...e agora, Chaz Bono.
Uma famosa marca de sapatos femininos (até parece piada pronta) acaba de lançar uma campanha publicitária com as atrizes Cleo Pires e Juliana Paes em fotos provocantes sugerindo uma atração lésbica.
Se as personagens das duas vivem às turras na novela "Caminho das Índias", nas fotos à beira de uma piscina, vestidas para matar, elas parecem bem mais que amigas em poses sensuais com acento homoerótico.
Há tempos se sabe que homens heterossexuais fantasiam com lésbicas lindas fazendo sexo entre si só para satisfazê-los. Afinal, vídeos adultos e revistas masculinas vivem explorando o fetiche do macho hetero por mulheres na cama com outras mulheres.
A novidade dessa nova campanha é usar a fantasia lésbica para atrair não os homens, mas as mulheres. Talvez os criadores da peça publicitária queiram apenas chamar atenção. Ou estão sugerindo que é cada vez mais evidente o desejo secreto que muitas heterossexuais têm por uma experiência lésbica, seja ela real, virtual ou imaginada.
Curioso é notar que mulheres notoriamente heterossexuais se sintam à vontade para brincar com a homossexualidade, enquanto lésbicas famosas preferem ficar dentro do armário. Por quê? Hipocrisia ou medo de homofobia? Parece que hoje em dia é mais fácil fazer um papel do que ser alguém real.
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foto da campanha

Não foi desta vez. Única candidata abertamente lésbica a concorrer à prefeitura de Washington DC, Batwoman não conseguiu votos suficientes para se eleger. Venceu a Mulher Maravilha, que de certa maneira é simpatizante, pois nasceu amazona, cercada de mulheres.
A eleição virtual, que teve oito candidatos super-heróis, ocorreu em 11 de julho como exercício de uma oficina promovida pelo NOI (New Organizing Institute). Pode parecer brincadeira, mas o projeto é coisa séria.
O NOI treina agentes de campanhas eleitorais no uso de novas tecnologias e mídias. E-mails, sites de relacionamento, Twitter e ações virais: tudo é campo fértil para a disseminação de ideias e a popularização de candidatos.
O poder das novas mídias em campanhas políticas ficou evidente após a eleição de Barack Obama. Pioneiro no uso da internet como instrumento de trabalho, o time de campanha de Obama manteve eleitores ligados, apaixonados e fazendo doações.
Segundo Arianna Huffington, do site de notícias Huffington Post, "se não fosse a internet, Obama não teria sido eleito. Não teria sido nem candidato democrata".
No Brasil, a atuação de políticos em comunidades eletrônicas ainda é tímida. Mas 2010 está aí e posso apostar que os marqueteiros usarão e abusarão do Twitter, Orkut e de outras novas mídias para atingir o eleitor. Vai ser notícia em todo jornal e revista. Só duvido que apareça candidata lésbica como Batwoman.
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Em pouco tempo, a série se tornou a campeã de audiência nos Estados Unidos, e a atriz Farrah Fawcett, morta recentemente, se transformou em símbolo sexual para os homens e em ícone para as mulheres. Seu penteado foi imitado à exaustão e seu famoso pôster de maiô vermelho vendeu 12 milhões de cópias, recorde jamais batido.
Eu, adolescente que se descobria lésbica, tanto queria ter como ser Farrah. Mas, para além da beleza das moças, o que mais me encantava ali eram a força e a amizade do trio: elas dirigiam carrões, dominavam artes marciais e arriscavam a vida para salvar as companheiras.
Essa aliança feminina era algo raro de se ver na TV. Por mais paradoxal que pareça, a série que mostrava mulheres lutando sem desmanchar o penteado plantou uma semente de feminismo em mim.
Na vida real, enfrentando um câncer anal, Farrah Fawcett contou com a ajuda das ex-panteras Kate Jackson e Jaclyn Smith, sobreviventes de câncer de mama e presenças constantes em sua casa. Amizade de verdade. Essas bonecas não são de plástico: são de carne, osso e garra.
PS: Farrah deixou parte de sua fortuna para ajudar mulheres vítimas da violência doméstica.
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PS2: hj às 21 hs o GNT exibe o documentário produzido pela própria Farrah Fawcett expondo sua luta contra o cãncer. Será reprisado durante a semana. Confira os horários no site do canal.
Grzes não se conforma: os contribuintes gastaram 37 milhões de zlotys (cerca de R$ 24 milhões) para construir o maior cercado de elefantes da Europa, e o que receberam em troca? Ninio, um elefante que, segundo o deputado, "prefere machos em vez de fêmeas" e não irá encher o cercado de filhotes.
O político está colocando muita pressão em cima de Ninio. Os tratadores do zoológico explicam que o elefante tem apenas dez anos de idade, é muito jovem para procriar e ainda não definiu sua orientação sexual.
Mesmo os paquidermes que vivem nas savanas africanas costumam se envolver afetiva e sexualmente com outros machos. Bruce Bagemihl, zoólogo especialista em homossexualidade animal, diz que entre elefantes africanos é comum que machos formem relações homossexuais duradouras. Muitos só irão copular com fêmeas depois dos 35 anos, "20 anos depois de atingirem a maturidade sexual".
Se a preocupação do deputado polonês é com o retorno do investimento, ele deveria se tranquilizar. Ninio pode (ou não) procriar daqui a 25 anos, mas já é um sucesso. O número de visitantes no zoológico de Ponzan aumentou nas últimas semanas: todos querem ver Ninio, o famoso elefante gay que saiu do armário.
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Modelo perfeita é aquela tão magra que funciona como um cabide, revelando somente a beleza da roupa que veste, certo? Nem sempre.
Um dos novos ícones da música pop alternativa, Beth Ditto (vocalista do The Gossip que se declara "lésbica, gorda e feminista"), acaba de ser contratada pela confecção inglesa Evans para criar sua própria linha "plus-size". Contrariando a regra de que gordas devem usar roupas discretas em tons pálidos, Ditto promete levar às lojas o estilo espalhafatoso que a consagrou nos palcos.
Ela marca presença e atrai olhares de fashionistas nos muitos desfiles de moda a que comparece. Karl Lagerfeld ficou impressionado com a energia da cantora após assistir a seu show durante a recente Paris Fashion Week: "Ela é o oposto de tudo o que é moda hoje -uma beleza extraordinária".
A editora de moda do jornal inglês "The Times", Lisa Armstrong, acredita que o sucesso de Ditto como ícone fashion se explica porque "a moda gosta de exageros". "Pode-se até argumentar que Ditto não é melhor exemplo de saúde que as modelos magérrimas’’, continua Armstrong, "mas não se pode questionar sua autoconfiança".
De fato, Beth Ditto tem uma confiança maior que sua cintura roliça. Autoestima, aliás, forjada no seio de uma família pobre e amorosa e depois fortalecida pelas lições preciosas do movimento Riot Grrrls, que nos anos 90 uniu punk rock e feminismo. Viva as gordinhas!
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Ditto no show da Paris Fashion Week dando um mosh!!!
Assim, Musset manda tocar todos os sinos da Galileia e pergunta às garotas que encontra pelo caminho: "O que é o que é? Tão manco como Ganso, parado como Pausa, rápido como Relógio, molhado como Córrego, mole como rabo de Rato, duro como Coração, salgado como toucinho, amargo como Bile, doce como entrada, ácido como Cidra passada, prezado como Querida e vil como Furúnculo; que está sempre presente ainda que nunca à Vista, tão leve como Lenço e escuro como Corvo?". Musset revela: "É o Amor".
E continua: "O que é o que é? Tão mansa como Teta de Vaca, forte como Peão, quieta como Tostão, tão segura quanto pense-o-que-quiser ou certa-está-você? Sabedoria. E qual deles você vai querer?"
Amor ou sabedoria? As garotas não respondem, fazem que não ouvem e seguem suas vidas. Desolada com as jovens de ouvidos moucos, Musset então pergunta a uma senhora de idade se há mais o que aprender. A velha responde: "Aos 60 você já está dez Anos cansada de sua Sabedoria". Rapidamente, Musset dá meia-volta e reconsidera a ordem para que toquem os sinos.
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Há poucos dias, uma jogadora lésbica foi banida do Live por infringir a regra que proíbe os usuários de escrever nos perfis conteúdos de cunho sexual, racista ou que possam ofender outros jogadores. Como a jogadora declarava-se lésbica (cunho "sexual") e isso ofendeu outros jogadores, foi cortada da comunidade.
A história, porém é um pouco mais complicada. A jogadora era perseguida virtualmente por outros usuários. "Eles me seguiam por vários jogos, mapas e cenários, convocando outros jogadores para se voltarem contra mim porque não queriam conviver com coisa ruim." Ou seja: a regra puniu a vítima e protegeu seus detratores.
Ciente da dificuldade que é legislar sobre uma minissociedade virtual, a Microsoft, dona do Live, pediu a ajuda ao Glaad (organização gay e lésbica contra a difamação) para elaborar um sistema mais eficiente que iniba esse tipo de perseguição.
Não é tarefa fácil. Sites de relacionamentos e redes de jogos estão formando uma geração de covardes. Protegidos pelo anonimato e pela ilusória imaterialidade do mundo virtual, eles ofendem, perseguem, xingam e depois desligam o computador como se nada tivesse acontecido. Sem consequências.
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Cantora, compositora, colunista GLS e proto-escritora. Lésbica e feminista. Atualmente assina a coluna GLS da Revista da Folha no jornal Folha de S.Paulo e a coluna "Vange Leonel" no Mix Brasil.
