29 agosto 2007
  Será que ela é?

coluna GLS publicada na Revista da Folha em 19/08/2007

[por Vange Leonel]

Um leitor me enviou um e-mail dizendo que, ultimamente, tem cometido algumas gafes em relação às mulheres que paquera. Todas, coincidentemente ou não, têm rejeitado suas investidas dizendo que são lésbicas. Seria apenas uma desculpa para lhe dar “um fora mais educado”? Ou elas, de fato, seriam lésbicas? Como saber se uma garota é homossexual? O leitor pede dicas para reconhecer uma lésbica de antemão.

É uma tarefa difícil. Há quem se encaixe naquele estereótipo mais batido, da lésbica masculinizada. Mas talvez a grande maioria não seja assim.

No meio GLS se diz, quase em tom de brincadeira, que basta possuir um “gaydar” acurado para identificar se uma pessoa é gay ou lésbica, levando em conta aparência ou comportamento social. O “gaydar” é um sexto sentido que opera segundo uma intuição ou relacionando informações do tipo “lésbicas têm unhas curtas”, “homens gays se vestem bem”, etc.

Mas, mesmo que às vezes funcione, o “gaydar” não é suficiente. Há mulheres e homens, hetero ou homossexuais, de unhas curtas ou compridas e que se vestem de tudo quanto é jeito. Estereótipos enganam, assim como as aparências.

Assim, se o leitor quiser ter certeza se a garota é lésbica, melhor perguntar a ela de maneira direta. Algumas acharão a pergunta ofensiva, mas outras entenderão o pragmatismo do cara. Quem tem medo de queimar filme não paquera, não arrisca e nem petisca.

© Folha de S.Paulo

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19 agosto 2007
  Super Lésbicas

Tá a perigo? Chame a Sapatucha, a Goldfinger e a Dyke Borracha! Depois de fazer um rol de vilãs, resolvi listar algumas possíveis heroínas lésbicas para salvar nossos dias... Tá lá na minha coluna do Mix Brasil.

 
13 agosto 2007
  Amor livre
coluna GLS publicada na Revista da Folha em 05/08/2007

por Vange Leonel


Para ela, apaixonar-se era como preparar malas para uma viagem a duas ao coração do Alasca, onde a paisagem branca, mais que esperada, se revelaria misteriosa.

Quando caía de amores por alguém, sentia-se a caminho de um destino ignorado, rumo a um ponto indefinido em meio à vastidão. Ou então navegando a esmo, em dupla, num pequeno barco à deriva que embalasse dois corações muito próximos.

A aventura amorosa era para ela um salto no escuro. Por isso, evitava dizer que seu amor era eterno. Achava absurda a tentativa de estabelecer verdades categóricas sobre uma relação amorosa. Para ela, pretender conhecer de antemão o desconhecido era uma contradição em termos.

Mesmo à medida que o amor se desvendava, tinha para si que nunca saberia ao certo o jeito, o peso ou a direção do próximo passo. Podia, obviamente, planejar a duas uma casa, um jantar e até uma filha. Mas, por mais que previsse as possibilidades de um cano estourado, um bife queimado ou um filho rebelde, não tinha a pretensão de adivinhar o futuro da casa, do jantar e do filho.

Da mesma maneira, sabia ser o amor imprevisível. Sentia que, quanto mais o deixasse livre para ser o que fosse, sem defini-lo ou aprisioná-lo em idéias preconcebidas, mais chances teria de ser feliz com aquele amor.

Por se saber incógnito, aquele seria um amor capaz de se revelar aos poucos. Sólido, sedutor e misterioso, sem promessas frágeis ou ilusões preguiçosas.

© Folha de S.Paulo

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03 agosto 2007
  Monstras Lésbicas
Algumas garotas dizem que elas não existem. Outras, dizem que não acreditam, mas que "las hay, las hay!". A maioria, entretanto, já foi vítima de alguma delas e têm horror de imaginar estas monstras lésbicas zanzando por aí. Pesquisando os anais da criptozoologia sáfica, encontrei descrições sobre alguns destes seres mitológicos terríveis...

Saiba mais na minha coluna "Monstras Lésbicas" no Mix Brasil.
 

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Cantora, compositora, colunista GLS e proto-escritora. Lésbica e feminista. Atualmente assina a coluna GLS da Revista da Folha no jornal Folha de S.Paulo e a coluna "Vange Leonel" no Mix Brasil.

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