31 agosto 2006
  The Sexual Life of the Savages

lançado no ano passado na gringa, o CD/LP "The Sexual Life of the Savages: Underground Post-Punk from São Paulo, Brazil" tem uma faixa do NAU, banda em que eu era a vocalista. A faixa é Madame Oráculo, parceria minha com a Leka Machado.
 
29 agosto 2006
  Trabalho de "formigayinha"
coluna GLS publicada na Revista da Folha em 20/08/2006

por Vange Leonel

Apesar de as estatísticas apontarem um alto índice de homofobia no país, muitos gays e lésbicas escolhem viver fora do armário. Afinal, ser homossexual não é motivo para vergonha. Difícil em alguns aspectos, o momento da revelação da homossexualidade é principalmente catártico, trazendo o alívio de finalmente ser o que se é. Mas manter essa liberdade de ser o que se é exige esforço contínuo. Como o conservadorismo nos costumes subsiste por inércia, impregnado na malha social, gays e lésbicas vêem-se compelidos a sair do armário repetidas vezes.

Vamos imaginar que você seja lésbica e já tenha revelado sua orientação homossexual para a família, os amigos e no trabalho. Um dia, você começa a fazer ioga, se enturma com as colegas e, no final da aula, elas perguntam: e seu marido, não gosta de ioga? Pronto! Eis um momento em que é preciso sair do armário mais uma vez, visto que o conservadorismo supracitado faz quase todos presumirem a heterossexualidade como norma.

Assim, saímos do armário várias vezes por dia lembrando ao operador de telemarketing, à gerente do banco ou à vendedora de uma loja (por um motivo ou outro) que somos homossexuais. Tornar a saída do armário algo corriqueiro, leve e cotidiano é fazer um trabalho de formiguinha, mas muito eficiente, contra a homofobia. Quem sabe, um dia, ninguém irá estranhar homossexuais.

© Folha de S.Paulo
 
26 agosto 2006
  Dia da Visibilidade Lésbica
Neste ano de 2006 completa-se 10 anos em que comemoramos o dia 29 de agosto como Dia da Visibilidade Lésbica. Abaixo a programação deste ano.

30de agosto às 19h30
Roda de conversa “Jogos de Cama”
(exclusivo para mulheres)
Entre quatro paredes tudo é possível? Brinquedos, posições, situações? Até onde ir e como chegar lá. Com respeito, liberdade e muito diálogo.
Local: Geledés Instituto da Mulher Negra (entrada no prédio até às 20h00)
Rua Santa Isabel, 137- 4º andar. Metrô República
(Próxima ao Arouche) Tel: 3333.3444


31 de agosto às 19h30
Mostra de Vídeos (curtas) “Lésbicas Jovens: qual é a nossa?”

Curtas produzidos por lésbicas que mostram suas idéias, inquietações, insatisfações, sonhos e desejos. Exibidos no Lady Fest e MIX Brasil.
Local: AFUBESP
Rua Direita, 32 – 11º andar. Metrô Praça da Sé


01 de setembro às 19h30
Prêmio Visibilidade Lésbica
Leitura de Textos e Noite de autógrafos com Vange Leonel

Entrega de Prêmios às lésbicas que contribuem para a construção da nossa cidadania, cultura e lazer. Vange Leonel fará leitura de trechos de seus livros. Coquetel, noite de autógrafos e festa com a DJ Cris.
Local: Confort Hotel . Rua Araújo, 141. Estação Metrô República.

02 de Setembro das 14h00 às 18h00
Oficina de Consenso sexual para jovens lésbicas

Incrição: inscricao@quiteria.com.br (até 30 jovens)
Viver situações de envolvimento sexual/afetivo faz parte do nosso dia-a-dia, falar sobre isso deveria ser natural. Mas nem sempre é assim. A idéia de estabelecer limites está clara nas relações entre duas garotas?Analisar essas relações, combater o machismo e criar mecanismos que tornem possível o diálogo é o desafio desta Oficina. Já sabemos que sexo é bom, basta aprender que conversar sobre isso também deve ser.
Local: União de Mulheres de São Paulo
Rua Coração da Europa, 1.395. Bela Vista.(Paralela à Rua 13 de Maio, travessa da Rua Conselheiro Carrão, altura nº 500). Fone: 3106.2367


03 de setembro a partir das 15h00
Show com Nila Branco, Dominatrix e a DJ Clau Assef

Local: Belvedere 9 de Julho (atrás do MASP da Av. Paulista)

ORGANIZAÇÃO: CFL – Coletivo de Feministas Lésbicas, INOVA Famílias GLTTB e Minas de Cor PARCERIAS: Quitéria, Fórum Paulista GLBTT, Associação da Parada do Orgulho GLBTT, União de Mulheres, AFUBESP, Mix Brasil, Geledés Instituto da Mulher Negra APOIOS: CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da PMSP, SMS – Secretaria Municipal de Saúde. Área Técnica DST/Aids e Rádio Tribo GLS
 
17 agosto 2006
  Homens Transexuais

© Loren Cameron by Loren Cameron

leia sobre homens transexuais na minha coluna "Bolacha Ilustrada" no Mix Brasil.
 
14 agosto 2006
  Quem tem medo de vizinho gay?
coluna GLS publicada na Revista da Folha em 06/08/2006

por Vange Leonel

No dia 25 de julho, a Folha publicou uma pesquisa feita pela Unesco: 47% dos jovens brasileiros não gostariam de morar ao lado de um vizinho gay. A mesma matéria mostrou outro estudo (da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura) sobre homofobia nas escolas, revelando um alto índice de preconceito contra gays e lésbicas nos colégios.

Depois de ler, me perguntei: será que esses jovens não querem um vizinho ou colega gay porque pensam (precipitada e erroneamente) que todo homossexual tem caráter duvidoso? Será que eles imaginam (tortuosamente) que gays e lésbicas representam ameaça de paquera ou assédio?

Se eles pensam assim, são tolos. Basta enxergar o outro lado: há vizinhos heterossexuais amáveis e outros indesejáveis, assim como há colegas de escola héteros legais e outros não muito. Heterossexuais também paqueram e alguns chegam a assediar sexualmente. Aos héteros que paqueram inofensivamente pode-se responder aceitando ou rechaçando o convite, denunciando à polícia os que assediam sexualmente. Idem, em relação aos homossexuais.

O problema é que ninguém repara em gays e lésbicas "bem-comportados". Muitos preferem pensar que só existem bichas e sapatões predadores de heterossexuais e estendem essas características a todos os homossexuais. Esse tipo de generalização, porém, não ocorre com heterossexuais. Quando um hétero pisa na bola, ele é apenas uma pessoa que pisa na bola. Mas, quando um homo faz coisa errada, os preconceituosos dizem que ele faz errado porque é homo. Percebam o viés: um é pessoa, o outro é homo. A verdade é que a orientação sexual não define o caráter de ninguém.

© Folha de S.Paulo
 
01 agosto 2006
  Ninguém é normal
coluna GLS publicada na Revista da Folha em 23/07/2006

por Vange Leonel

Houve um tempo em que homossexuais eram basicamente descritos como pessoas perversas, de mau- caráter ou pobres coitados. Poucos eram os filmes e livros em que gays e lésbicas recebiam um olhar menos trágico ou triste.

Nas últimas décadas, graças à pressão de ativistas, do público GLS e por meio da ação consciente de alguns criadores e produtores de entretenimento, gays e lésbicas passaram a figurar cada vez mais como pessoas boas e "normais".

Por séculos, a imagem de gays e lésbicas foi a pior possível. Por isso, para eliminar o efeito nefasto do preconceito atávico e do ódio aos homossexuais, houve até uma tendência a sua glorificação. A verdade, porém, é que não somos nem deuses nem escória: somos apenas demasiadamente humanos.

Obviamente, ainda protestamos justificadamente contra eventuais (e persistentes) comentários e retratos ofensivos que fazem de nós, gays e lésbicas. Por outro lado, é bom que exista uma série de TV como "The L Word" (na Warner, aos domingos, às 23h), sobre um grupo de amigas lésbicas cheias de qualidades, mas também de defeitos. Entre a fiel provedora do lar que trai a companheira, a advogada de direitos civis que assedia uma cliente e a ninfomaníaca namoradeira às voltas com o próprio ciúme, as personagens são todas multifacetadas. Há drama, comédia e política. Feito por lésbicas, sobre lésbicas, para todo tipo de gente.

© Folha de S.Paulo
 

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Cantora, compositora, colunista GLS e proto-escritora. Lésbica e feminista. Atualmente assina a coluna GLS da Revista da Folha no jornal Folha de S.Paulo e a coluna "Vange Leonel" no Mix Brasil.

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MEMÓRIAS DE UMA MULHER MACACA
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Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
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